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Mulheres já são donas de 38% das empresas brasileiras, aponta consultoria

Participação se refere a companhias de propriedade exclusivamente feminina; mulheres comandam empresas de menor porte e que faturam menos em relação a companhias cujos homens são os donos

 

As mulheres detêm fatia expressiva das empresas legalmente constituídas no País, apesar de as companhias de propriedade feminina ainda faturarem pouco perto das empresas fundadas e tocadas por homens. Hoje mais de um terço (38%) das companhias em funcionamento são de propriedade exclusiva de mulheres, enquanto, sozinhos, os homens são donos de 48,2% delas. Já sociedades formadas pelos dois gêneros respondem pela propriedade de 13,8% das empresas.

Quando se avalia a participação de mulheres e homens na propriedade de empresas como empreendedores, independente a composição societária exclusiva ou em parceria com homens, as mulheres são donas de 42,5% das companhias e os homens por 57,5%.

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Vanessa Torigoe, que administra uma oficina desde 2012, expandiu o faturamento da empresa a um ritmo de 5,5% ao ano.

 

Foto: Sergio Torigoe/Divulgação / Estadão

Os dados fazem parte de um levantamento feito a partir de 20,5 milhões de CNPJs (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) ativos e disponíveis em fontes públicas de informação. O CNPJ é uma espécie de carteira de identidade das empresas e revela os dados básicos de cada companhia. O estudo foi elaborado pela consultoria BigData Corp, especializada em análise de dados.

“O resultado da participação feminina foi uma surpresa positiva”, afirma Thoran Rodrigues, presidente da consultoria e responsável pelo estudo. Ele pondera que o ideal seria que as participações de mulheres e homens no mundo empresarial fossem equivalentes, seguindo as fatias de ambos os gêneros na população brasileira. No entanto, levando-se em conta a circunstância, como a herança cultural e histórica que coloca em evidência mais o homem do que a mulher no mundo empresarial, o especialista considera o desempenho feminino atual favorável.

Tamanho

O estudo revela também que as empresas que têm apenas mulheres como sócias são empreendimentos de menor porte, empregam um número menor de trabalhadores e faturam menos do que as companhias de propriedade exclusiva de homens. Um pouco mais 0,5% das companhias nas quais as mulheres são donas têm receita acima R$ 5 milhões por ano. Já a participação das empresas para essa faixa de faturamento cuja propriedade é masculina chega a ser mais que o dobro (1,3%)

A situação se afunila ainda mais quando se avalia grandes companhias com faturamento anual superior a R$ 100 milhões. Do universo total dessas empresas, aquelas de propriedade exclusivamente feminina representam 6,9% e as de titularidade somente masculina são 44,5%. Já as companhia com participação mista somam 48,6%.

Quando se avalia a idade das empresas de propriedade exclusiva de homens e mulheres, as fatias são mais ou menos equilibradas, com as mulheres detendo uma fatia ligeiramente maior de companhias mais jovens. No entanto, para empresas com mais de 20 anos de funcionamento há uma preponderância de propriedade masculina, com 8,3% das empresas, e de sociedades mistas, formadas por ambos os gêneros, com um participação de 24%.

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